top of page

Príncipes e Princesas

  • jornalatipo
  • 29 de ago. de 2021
  • 1 min de leitura

Me disseram que eu nasci para ser uma princesa. E, para falar a verdade, não desgosto da ideia. As princesas das histórias eram lindas, cantavam muito bem, eram amigas dos animais e estavam sempre prontas para ajudar os outros.


Com isso, me disseram também que toda princesa tinha um príncipe. E esse príncipe era alto, forte, tinha um cavalo e uma espada. Vivia aventuras, explorando a floresta densa e enfrentando diversos perigos. Fazer o que o príncipe fazia me pareceu muito divertido.


E me disseram que era dever do príncipe salvar a princesa no final da história, e que os dois viveriam felizes para sempre. Não me ensinaram a salvar os outros, nem a me salvar sozinha.


Eu não queria deixar de ser princesa. Queria ser uma princesa que sai dos muros do castelo, que anda à cavalo, que sabe lutar com a sua espada, que explora outros reinos. Queria ser uma princesa que era príncipe. Não queria ter que ser príncipe para fazer o que o príncipe fazia. Queria não precisar de príncipe para ser feliz para sempre.


É claro que a vida real não é um conto de fadas e o senhor do tempo uma hora nos ensina aquilo que queremos saber. Então eu soube que queria ser uma princesa que salva outras princesas. E que era melhor amiga dos príncipes. E das princesas. Descobri que meu destino não estava escrito nos livros. Que o amor é livre e toma diversas formas. Que eu sou livre e também tomo diversas formas. Posso escrever meu próprio conto, com fadas, elfos, magos, cavaleiros, exploradores e quantas aventuras couberem nas páginas.


 
 
 

Comentários


bottom of page