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Mercado Excludente

  • jornalatipo
  • 31 de jul. de 2021
  • 1 min de leitura

É triste constatar que, a despeito dos avanços tecnológicos de todos os matizes, o ser humano não avançou nas questões humanitárias.


Convive-se com a insensibilidade em relação ao semelhante, que se manifesta de várias formas, entre elas, o preconceito, que deveria figurar entre os sete pecados capitais – soberba, ira, gula, luxúria, inveja, preguiça e avareza.


Um exemplo, entre muitos, é a discriminação que o mercado faz em relação aos profissionais mais velhos, descartando-os como se eles não tivessem mais condições de trabalhar.

Em agosto próximo, a cantora Dóris Monteiro vai completar 70 anos de carreira, fato inédito na história da Música Popular Brasileira. Em outubro, ela fará 85 anos. Embora colocada à margem pelo mercado, continua com sua bela voz e fazendo shows, interrompidos por causa da pandemia do coronavírus.


Aos 83 anos, o ator inglês Anthony Hopkins, em abril último ganhou o Oscar de melhor ator por seu trabalho no filme Meu Pai. Foi o seu segundo Oscar. O primeiro foi em 1992, ao interpretar o personagem Dr. Hannibal Lecter no filme - Silêncio dos Inocentes.


Antes de Hopkins ganhar sua estatueta, o ator mais velho a ter vencido o prêmio foi Henry Fonda, aos 76 anos, com o filme No Lago Dourado. E a atriz mais idosa premiada com o Oscar foi Jessica Tandy, aos 80 anos, com o filme Conduzindo Miss Daisy.


Num recente artigo, o teólogo, filósofo e escritor Leonardo Boff afirmou que a pandemia nos fez mais sensíveis. Será? Levando em consideração o texto em tela, confesso que tenho dúvidas sobre isso, a despeito do respeito que sempre tive pelas suas opiniões.


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