Editorial: "silêncio na cidade não se escuta"
- jornalatipo
- 3 de mar. de 2021
- 2 min de leitura
Amanhã (20/10), na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, às 15:00, acontecerá um ato antifascista, por direitos, pela democracia e pela vida da mulheres. Anteriormente ao primeiro turno, houve a popularização de um grupo no Facebook de "Mulheres Unidas Contra Bolsonaro", que reúne aproximadamente 3,8 milhões de participantes. A partir dele, organizou-se uma onda de atos por todo o país, totalizando 60 cidades, que se deu no dia 29/09. Esse próximo ato do dia 20/10 pretende abranger também outros setores da sociedade, que democraticamente se opõem aos princípios que norteiam a candidatura de Bolsonaro.
No mesmo dia, em Niterói, haverá outro ato pela mesma causa. Ele se dará na Praia de Icaraí, a partir das nove horas da manhã. A presença nele também é muito importante para a inclusão de Niterói entre as cidades brasileiras que se mobilizam contra o candidato.
Tendo em vista os tempos sombrios em que vivem os brasileiros, manter-se imparcial é o mesmo que apoiar o discurso de ódio. Bolsonaro representa a mentalidade de um homem autoritário, intolerante para com as minorias, contra a igualdade de gênero e contra os direitos da classe trabalhadora. Afirma que vai dar fim ao problema da violência, mas sem atacar as causas, apenas as consequências. Em economia, não apresenta propostas sólidas, alegando apenas colocar Paulo Guedes como Ministro da Fazenda. Isso mostra seu descaso e desconhecimento pela atual conjuntura socioeconômica brasileira. Seus apoiadores angariam votos covardemente, através da disseminação de notícias falsas (fake news), que desinformam a população e difamam o campo progressista.
É preciso barrar o fascismo, não só nas urnas, mas principalmente nas ruas. A luta das mulheres, que já é histórica, é parte fundamental nesta luta. É a reafirmação de que vai haver resistência. É a esperança de que o futuro será de democracia.
Pela educação pública, pelo funcionalismo público, pela saúde pública, pelo jornalismo livre e responsável, pelas mulheres, negros e negras, indígenas, LGBT+ e todas as minorias sociais: NÃO PASSARÃO! #EleNão







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