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Coluna Especial de Final de Ano: Reflexões sobre 2020 e um olhar realista sobre 2021

  • jornalatipo
  • 3 de mar. de 2021
  • 2 min de leitura

Ao longo de 2020, o mundo precisou lidar com a pandemia de covid-19 - uma doença letal e, de início, desconhecida. Investigações intensas, protocolos sanitários e fechamento do comércio foram algumas medidas adotadas no mundo frente a esse cenário que coloca a sociedade à beira do caos. No Brasil, foram registradas cerca de 190 mil mortes pelo coronavírus este ano: um número volumoso que abrange centenas de milhares de avós, pais, filhos e entes queridos. Além disso, a necessidade do distanciamento e isolamento sociais, bem como do uso de máscaras nas ruas, afetaram diretamente as vidas das pessoas. Essas mudanças radicais no cotidiano foram recebidas, em alguns casos, com sentimento de medo e frustração; em outros, foram desrespeitadas, resultando em uma maior disseminação do vírus entre as pessoas, aumentando também o risco de morte da população brasileira e mundial. Dessa forma, se for possível resumir o ano de 2020 em poucas palavras, elas seriam “responsabilidade social”.


O governo federal não foi eficiente em garantir condições adequadas para que a população pudesse passar pela pandemia com segurança. Sob a alegação de que “o Brasil não pode parar", o presidente Jair Bolsonaro mostrou-se indiferente aos altos números de mortos no país, negando a necessidade de implementar medidas obrigatórias de segurança, como o fechamento do comércio, igrejas e escolas, bem como a proibição de aglomerações. Essa ausência de medidas, que alertariam a população brasileira do perigo que se vive, permitiu que a pandemia e suas vítimas fossem deixadas de lado e trocadas pela primazia do bem estar individual. Para mais, com a saúde pública sucateada e pouco investimento em seguridade social e pesquisa, ficam cada vez evidentes a desigualdade e a má gestão pública no Brasil. É possível, então, afirmar que o nosso presente é consequência de um projeto de poder.


O que esperar de 2021? É claro que o desejo é por esperança e renovação, mas não se pode deixar tomar pela ansiedade. Apesar dos anúncios, o governo federal ainda não tem um plano de vacinação estruturado. Por isso, ainda não se pode esperar que 2021, milagrosamente, elimine o coronavírus. O eventual fim da pandemia será um resultado das ações conjuntas do poder público e população, que entendam a importância de priorizar os interesses coletivos. Por enquanto, precisamos continuar fazendo a nossa parte, na medida do possível, respeitando as medidas de segurança sanitária, e cobrando das autoridades os nossos direitos.


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