top of page

O que é Uberização?

  • jornalatipo
  • 3 de mar. de 2021
  • 2 min de leitura

Tendo em vista a crescente taxa de desemprego no Brasil e no mundo, o ideal neoliberal de empresário autônomo, em que “o trabalhador é seu próprio patrão”, ganhou forças. Por outro lado, trabalhadores estão desamparados e desesperados para sustentar a si mesmos e sua família. Com isso, surge o conceito de uberização do trabalho, que consiste em uma atuação mais flexível e por demanda, na qual o serviço depende apenas da iniciativa e esforço do trabalhador. A forma mais comum de trabalho uberizado é pelo intermédio de aplicativos, como Uber, iFood, Rappi, entre outros.

Esse modo de organização de trabalho é defendido principalmente por pessoas ligadas à área empresarial, sob a alegação de que é condizente com a modernização imediatista da sociedade. É no desespero das pessoas por uma fonte de renda adicional que os empresários vêem a oportunidade de implementar contratações desburocratizadas, jornadas de trabalho flexíveis, entre outras liberdades que não se encontram em trabalhos formais.

No entanto, conclui-se que essas supostas liberdades favorecem somente esses mesmos empresários, ao analisar a realidade do indivíduo que realiza o trabalho uberizado. A elogiada desburocratização na contratação se sustenta na redução dos mecanismos de proteção dos direitos trabalhistas. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) garante direitos como férias remuneradas, vale-transporte, vale-alimentação, assistência médica e licença-maternidade, que não são disponibilizados aos trabalhadores informais, uma vez que não há uma contratação formal que reconheça essas pessoas como empregados desse serviço.

Nesse contexto, ocorrem agora mobilizações dos trabalhadores reivindicando melhores condições de trabalho, que se apresentam ainda mais catastróficas no cenário de pandemia. O dia 1° de julho de 2020 datou o primeiro “breque dos apps”, em que entregadores de aplicativos realizaram uma paralisação organizada do serviço. Está marcado para hoje, dia 25 de julho de 2020, uma segunda paralisação, o segundo “breque dos apps”, a fim de alertar a sociedade para o perigo que vivem e para o acesso a seus direitos.



Comentários


bottom of page