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Da série LATINAS: Argentina

  • jornalatipo
  • 3 de mar. de 2021
  • 1 min de leitura

Senado Argentino nega a legalização do aborto até 14 semanas de gestação, com o resultado de 31 votos a favor e 38 contra. Atualmente, a legislação argentina é semelhante à brasileira, permitindo o aborto apenas em casos de estupro e risco de vida à mãe. Agora, somente em março poderá ser votado um novo projeto de total descriminalização.


De acordo com a imprensa argentina, o presidente Macri pretende enviar ao Congresso uma proposta de revisão do Código Penal, a fim de retirar a possibilidade de prisão para as mulheres e ampliar os casos em que o aborto é permitido.


Apesar da derrota, a luta continua. Os movimentos nas ruas foram intensos e lotados, com o apoio de mulheres por toda a América Latina.

A legalização na Argentina traria ainda mais forças para os movimentos nos outros países latinoamericanos. Entretanto, o sentimento de insatisfação pelo resultado parece ter encorajado ainda mais manifestações e reivindicações.


Renata Vereza, professora de história na Universidade Federal Fluminense (UFF), foi participante ativa dos atos pró aborto legal na Argentina. "Pela sétima vez o projeto foi apresentado à câmara dos deputados, pela primeira chegou ao senado. Todos sabem, mesmo os conservadores, é uma questão de tempo, será aprovado. E essa certeza que elas nos passam vem porque sabemos, elas não vão desistir", ela afirma.





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